Entenda de uma vez todo o processo e saiba diferenciar limpeza, desinfecção e esterilização!

Saber a diferença entre esterilização e desinfecção é fundamental para que se possa tomar medidas corretas dentro de um hospital.
Quando se trata de higiene, essas palavras são usadas com frequência. Apesar de serem similares, há uma diferença entre cada uma delas.
Saber esse tipo de coisa é vital para que se possa fazer procedimentos corretos e evitar com que infecções aconteçam dentro do ambiente hospitalar.
Se você quer entender melhor as questões que envolvem todos esses procedimentos e o que você deve fazer, continue lendo este conteúdo pois reunimos alguns pontos importantes.

Qual a diferença entre limpeza, esterilização e desinfecção?

Primeiramente, quando falamos sobre limpeza, estamos nos referindo à parte de remoção de sujeiras e impurezas da superfície de um objeto ou de um ambiente.

No entanto, para que se possa eliminar de vez as bactérias consideradas nocivas, é essencial que se saiba a diferença entre cada tipo de método para que se possa livrar os equipamentos de todos organismos vivos com segurança e eficácia.

A higienização se refere à significativa redução do número de germes em uma superfície a um nível seguro. O processo da higienização começa pela limpeza e depois parte para a higienização.

A desinfecção é a parte destinada a acabar quase com 100% dos germes. Ela só funciona a partir do uso de produtos químicos feitos para matar esses organismos.

Portanto a ação desinfetante é proporcionada por meio de desinfetantes, água sanitária, dentre outros produtos destinados a este fim.

Ela acaba não limpando as superfícies sujas, mas elimina todos os germes para que o risco de infecção diminua. Sendo assim, é importante que dentro de hospitais esses três pontos se cruzem sempre.

Desse modo, pode-se garantir limpeza e desinfecção total do objeto, trazendo mais segurança na hora de usá-los. Abaixo, veja as principais diferenças entre cada um.

1. Limpeza

A limpeza é um dos primeiros processos executados e se foca em retirar a suhjeiraaparente e gordura resudual de instrumentos cirurgicos, por exemplo
A limpeza, como dissemos, é a primeira parte de todo processo para a remoção de sujeiras. Sendo assim, fica responsável por eliminar resquícios de sujeira ou gordura residual.
Ela pode acabar retirando até 90% das bactérias mais simples que estão espalhadas em um ambiente. Geralmente o que se usa nessa etapa é água, detergente, sabão neutro, limpador e esfregão.
Utiliza-se isso nas superfícies tanto de objetos como de cômodos, paredes, entre outros.

2. Desinfecção

Desinfecção visa eliminar parte dos microrganismos patogênico
A desinfecção ocorre depois da limpeza comum e dá ainda mais eficiência ao processo que aconteceu anteriormente. Isso porque essa etapa consegue fazer a eliminação de grande parte dos microrganismos patogênicos.
Sendo assim, pode matar quase 100% da vida microbiana e dos vírus. O método de desinfecção se inicia com produtos que tenham alta toxicidade, como o álcool e o cloro.
A desinfecção é mais indicada para aqueles ambientes onde se tem uma circulação maior de pessoas e o ideal é fazê-la em lugares que acumulam mais bactérias.

3. Esterilização

A esterilização deve extetrminar as formas de vida microbianas
Este é um processo que tem como objetivo eliminar as formas de vida microbiana. Assim, é mais eficaz contra bactérias, vírus, fungos e esporos.

Há vários meios para fazer com que esse método funcione. Sendo assim, a escolha da melhor técnica fica por conta do material em que será feita a esterilização.

Por se tratar de algo mais rigoroso, deve ser a última etapa no processo de higienização de um local ou objeto. Desse modo, pode-se oferecer segurança necessária.

Como o objetivo da esterilização é acabar com a possibilidade de vida de qualquer organismo, vários métodos são feitos dependendo do material, como:

Autoclavagem: expõe o material ao vapor de água sob pressão durante um tempo de 15 minutos;
Tindalização: são três sessões de exposição no vapor a 100 °C por 15 minutos;
Fervura: colocar o material para ferver em 15 minutos;
Calor seco: provoca oxidação de substâncias orgânicas dos microrganismos e coagula suas proteínas;
Formaldehído: usa-se a autoclave por 6 horas para esterilizar;
Plasma de peróxido de hidrogênio: esterilização feita em baixas temperaturas.

Leia também: Tipos de esterilização: quais são e qual o mais seguro?

Quais materiais são necessários?

Existem uma série de materiais que precisam ser usados durante o processo de limpeza à esterilização. Cada material possui fins diferentes, por isso é preciso um cuidado na escolha.

Dentre os principais, se encontram:

  • Hipoclorito de sódio (1.000 ppm de cloro disponível);
  • Quaternário de amônia;
  • Álcool etílico 70%;
  • Fenóis (alta toxicidade, tendendo ao desuso);
  • Isopropílico 92%;
  • Solução de peróxido de hidrogênio;
  • Cloro e compostos clorados;
  • Ácido peracético;
  • Água superoxidada.

Além desses, a equipe de execução CME responsável pela limpeza também deve fazer uso de máscara, luvas, óculos e todo equipamento de auto segurança durante os processos.
As desinfecções podem ser de baixo nível, nível intermediário e alto nível. As de alto nível são indicadas para itens semicríticos.

As de nível intermediário e baixo nível servem para itens não-críticos e superfícies. Os responsáveis por direcionar esses processos, são a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH.

Cuidados que se deve ter no processo

Como os instrumentos a serem cuidados saem de lugares contaminados e com grandes possibilidades de doença, o cuidado no manuseamento deles deve ser a principal coisa a se tomar conta.
Por isso que os enfermeiros responsáveis dentro da equipe de CME devem seguir todos os cuidados estipulados pelas normas vigentes para que não haja risco de contaminação.
Dentro dessa rotina de limpeza, hospitais e clínicas se mantêm seguros contra infecções que causem mortes em seus pacientes por conta de infecção hospitalar.
Portanto, os locais que cuidam da saúde devem tomar muito cuidado quanto a esses três itens. Isso porque todos eles fazem parte de um cuidado necessário.

Conclusão

Por fim, vimos então alguns pontos sobre limpeza, esterilização e desinfecção e o que cada uma dessas etapas significa.
É vital que se dê a importância necessária para esses processos pois eles contribuem não só com a saúde dos pacientes como também com a saúde dos médicos.
Portanto, se você está à frente da direção de um hospital, procure se inteirar de cada processo com uma equipe voltada para esse trabalho.
Conte aqui se este conteúdo lhe ajudou e não se esqueça de compartilhar este conteúdo com outras pessoas.
Afinal, este é um conteúdo importante e necessário para o conhecimento, saúde e segurança de todos.

Lidar com infecções hospitalares é tudo o que sua gestão não precisa neste momento. Veja no artigo como a esterilização exerce papel fundamental para que isso não aconteça.

Um dos cenários mais desagradáveis dentro de um estabelecimento de saúde é gerenciar as infecções hospitalares. Seja pelo descuido nos procedimentos, seja por acidentes, o fato é que a saúde de todos é comprometida e pode haver danos gravíssimos à organização.

Veja em nosso artigo como a esterilização dos materiais médico-hospitalares e dos ambientes vai prevenir que situações como esta sejam realidade na sua gestão. É só continuar a leitura. Confira!

As boas práticas para evitar a contaminação hospitalar

A esterilização no combate às infecções hospitalares 

As infecções hospitalares são todas as contaminações adquiridas pelo paciente ou pelo profissional dentro de uma unidade de atendimento em saúde.  A transmissão de doenças pode ser reduzida e até mesmo zerada quando os processos de esterilização são executados com zelo e qualidade. 

E este é um procedimento que essencialmente deve ser visto como prioritário sem jamais confiar na sorte. Nenhuma etapa no processo de esterilização deve ser pulada ou adiantada e todos os materiais reutilizáveis precisam da garantia de esterilidade antes de serem usados.

Isso porque quando ocorre um contágio em massa da mesma doença dentro do hospital ou clínica, os prejuízos vão além da esfera econômica para a sua gestão. É uma situação em que o bem mais precioso das pessoas pode estar em risco, a vida delas, e a iminência de sofrer danos permanentes. 

E a única saída para garantir que isso não seja uma realidade, é investindo em uma boa e eficaz Central de Materiais e Esterilização – CME, que pode ser tanto interna quanto externa. 

Leia também:

– Sabe como funciona uma CME terceirizada? Veja no artigo

A importância da esterilização em ambientes hospitalares

Talvez você já saiba, mas vamos aqui reforçar que a importância é máxima! Ter os instrumentos e outros materiais esterilizados é a certeza de que a segurança e a saúde estão andando de mãos dadas para evitar a disseminação de doenças entre pacientes, acompanhantes, médicos e equipe técnica dentro do ambiente hospitalar. 

Isso porque em ambiente hospitalar estão presentes pessoas com o sistema imunológico debilitado, então se há a incidência de vírus e bactérias causadoras de doenças, o perigo de que as infecções hospitalares se instalem é maior e de contenção mais complexa.

Lidar com infecções hospitalares é tudo o que sua gestão não precisa neste momento. Veja no artigo como a esterilização exerce papel fundamental para que isso não aconteça.

Esse risco precisa estar o mais próximo de zero o quanto possível. E é um feito que só pode ser atingido se os processos na CME forem executados com é um processo imprescindível no que se refere à garantia da segurança dos produtos para saúde e dos instrumentos utilizados em ambientes hospitalares. Por meio dela, o risco de infecção é eliminado, fazendo com que os instrumentos sejam reutilizados.

Nos hospitais e clínicas, e em qualquer outro estabelecimento que ofereça serviços de saúde, os processos e protocolos precisam estar bem definidos e validados na Central de Material e Esterilização – CME, mesmo que esta seja interna ou externa. Se terceirizada, é essencial garantir que as etapas – o processamento, o acondicionamento, o armazenamento e a distribuição dos materiais – sejam executadas com a  máxima rigorosidade.

Os benefícios da esterilização:

  • segurança para pacientes e equipe médica;
  • cumprimento das normas exigidas pela Anvisa;
  • vida útil estendida do arsenal médico;
  • economia e otimização de recursos.

Este conteúdo foi útil para você? Neste artigo você viu que a esterilização é essencial para a manter as infecções hospitalares sob controle e em taxas mínimas, reduzindo a zero a possibilidade de contaminação dentro do seu estabelecimento de saúde. Por falar neste assunto, nós temos um artigo que fala sobre os tipos de esterilização: quais são e qual o mais seguro, que pode te interessar. Clique para ler.