As boas práticas no processamento de produtos de saúde

Saber as boas práticas do processamento de produtos para saúde é fundamental para garantir ao paciente uma assistência necessária no seu processo de diagnóstico.

Isso compreende várias etapas, como as de pré-limpeza, limpeza, desinfecção, esterilização, entre outros procedimentos hospitalares. Ações essas comumente feitas pelos centros de material e esterilização, o CME. 

Esse que tem funcionamento em hospitais, clínicas, unidades de saúde, entre outros. Por ser um assunto complexo por envolver várias áreas, ter um conhecimento adequado faz toda a diferença. Se você tem dúvidas sobre este assunto, continue lendo este conteúdo.

Quais são as boas práticas?

Dentro de um CME é necessário que várias normas sejam cumpridas para que o trabalho possa acontecer com eficiência e segurança. Sendo assim, é necessário que se saiba algumas boas práticas durante o processamento desses produtos para que eles não:

  • Infrinjam alguma lei;
  • Desrespeitem nenhum regulamento.

Portanto, a resolução RDC N° 15/2012 estabelece alguns requisitos que devem ser seguidos para que possam proteger a segurança dos pacientes e também dos profissionais.

Como evitar infrações

O CME classe I se refere ao  processamento de produtos para saúde – PPS que não são críticos. Ou seja, são semicríticos ou críticos de conformação não complexa, mas passíveis de processamento.

Já o CME classe II se refere ao processamento de PPS que pode não ser crítico, semi crítico ou críticos de conformação complexa e não complexa que não são passíveis de processamento.

Assim, o CME só pode fazer o processamento de produtos que sejam compatíveis com sua capacidade de operação e de acordo com sua classificação.

A responsabilidade de todo processamento fica por conta do responsável técnico. Já o PPS na empresa processadora fica a cargo do representante legal.

Os serviços de saúde que fazem mais de 500 procedimentos cirúrgicos  no mês, não contando com partos, devem montar um Centro de Segurança para Processos Químicos – CCPS, que seja composto por:

  • Um representante da diretoria do serviço de saúde;
  • Responsável pelo CME;
  • Um responsável pelo serviço de enfermagem;
  • Um da equipe médica;
  • E um da Comissão de controle de infecção hospitalar.

O centro de material e esterilização e as empresas processadoras só podem fazer o processo de produtos que tenham regularização da ANVISA.

Nos centros de processamento que são dedicados à assistência humana é completamente proibido fazer o processamento de materiais vindos de procedimentos em animais.

Os materiais que são considerados críticos devem passar pela esterilização só depois de terem sido lavados e passados nas outras etapas. Os produtos classificados como semicríticos devem passar no processo de desinfecção de alto nível após serem limpos também.

as boas práticas no processamento de produtos de saúde são fundamentais

Para os produtos semi críticos que são usados na assistência ventilatória, entre outras funções. Esses devem se submeter a uma limpeza de nível intermediário junto aos produtos saneantes, conforme especifica a vigilância sanitária.

Para saber a lista completa de boas práticas do processamento, veja aqui.

O que diz a resolução RDC?

O cuidado nas boas práticas do processamento de produtos para saúde não acontece só na hora de realizar a esterilização. Esse processo de cuidado vem bem antes.

Os instrumentos contaminados devem ter um manuseio cauteloso para que não contaminem quem está lidando com eles. Para isso, o uso de EPI é indispensável para evitar qualquer acidente.

A RDC estabelece que o transporte desses materiais deve ser feito em recipientes que sejam exclusivos para esta finalidade. Portanto, devem ser:

  • Rígidos;
  • Lisos;
  • Com sistema de fechamento estanque;
  • Lista de produtos para processamento;
  • Nome do serviço solicitante.

Depois de recebidos esses produtos, eles devem ser enviados o mais rápido possível para a área de destino para que possa ocorrer a limpeza do material.

Como já foi dito, a RDC n.15 estipula que todos os produtos devem passar pelo processo de limpeza antes de serem devidamente esterilizados.

Depois de seguir todos os protocolos estipulados por lei, o local deve fazer a verificação e inspeção de cada artigo para detectar a qualidade da limpeza para que prossigam na esterilização.

Isso tudo faz parte do fluxograma de processos unilateral das CME ou empresas de esterilização.

É importante que tanto o CME quanto a empresa, disponham de um sistema de informação manual ou automatizado que tenha registro do monitoramento e controle das etapas de limpeza, desinfecção ou esterilização.

O monitoramento dessas áreas deve funcionar a partir da disposição de incubadoras de indicadores biológicos. Os demais equipamentos devem ter monitorização de acordo com as especificações do fabricante. 

Por que as boas práticas são importantes?

Seguir as normas de processamento de produtos para saúde é importante porque através delas pode-se ter uma noção e uma normatização dos processos. Com ele, se torna possível garantir que todas as etapas estão sendo bem cumpridas e seguem a regularidade imposta pela Anvisa.

É necessário então que tudo tenha o minucioso cuidado para que os produtos possam proteger tanto os pacientes quanto os profissionais que os manuseiam.

Os riscos eminentes de um aparelho mal esterilizado é proporcionar infecções graves aos pacientes, podendo transmitir hepatite, entre muitas outras doenças graves.

Em procedimentos oftalmológicos, por exemplo, uma má esterilização pode levar o paciente à cegueira. Por isso que os responsáveis por esse processamento devem ter experiência e saber liderar.

Pois qualquer coisa que saia dos padrões estabelecidos pela lei, pode levar o estabelecimento a responder perante a justiça a sua falha.

Por fim, a esterilização dos materiais deve acontecer em diversos setores e passar por diversos processos químicos e físicos para garantir sua integridade. A esterilização garante ao aparelho:

  • Segurança;
  • Maior vida útil;
  • Economia;
  • Otimização de recursos;
  • Obediência às normas.

Conclusão

Todo estabelecimento médico tem como obrigação moral e ética contar com um setor ou uma empresa especializada que possa garantir segurança no serviço.

Dentro do código de boas práticas há inúmeros fatores que valem a pena serem checados para que você tenha maior compreensão de todo o processo.

Comente aqui então se você conseguiu compreender e aprender algumas das importâncias das boas práticas e nos diga o que você conhece e acha desse assunto.

Compartilhe este conteúdo com mais profissionais a fim de disseminar informações importantes sobre a segurança em ambientes hospitalares.