Um fluxograma de CME é essencial para manter a segurança sanitária e evitar contaminações no ambiente hospitalar

Saber o fluxograma de CME hospitalar é fundamental para que você saiba se pode contar com este tipo de serviço dentro do ambiente hospitalar. Sendo assim, é essencial que se conheça os processos e tudo referente a ele. 

A CME é uma unidade de apoio técnico estabelecida dentro das instituições hospitalares. Sua principal função é de esterilizar e limpar todos os materiais usados no dia a dia, para que estejam em perfeito estado de reutilização.

No entanto, nem sempre o CME interno dá conta de suas funções, e acaba sendo preciso pensar numa maneira de otimizar e solucionar essas questões.

Como funciona um fluxograma de CME hospitalar?

O processo de esterilização de equipamentos existe há menos de duzentos anos. Ao se descobrir as bactérias e buscar por erradicá-las, muito se evoluiu e contribuiu para o processo de esterilização.

Até o início dos anos 40, toda a limpeza, preparo e armazenamento dos materiais era feito pela própria equipe de enfermagem do local e a dinâmica de limpeza era muito descentralizada.

Nos anos 50 é que foram existindo os primeiros centros de materiais parcialmente centralizados e a CME semicentralizada. Assim, cada unidade cuidava da preparação dos seus materiais para que pudessem encaminhar para esses centros e esterilizá-los em um único local.

Somente com o avanço da tecnologia é que essa área pôde evoluir, desse modo, houve um aprimoramento das técnicas e do modo de preparo dos materiais.

Hoje em dia, a central de material de esterilização é um serviço de apoio centralizado que possui a supervisão de um enfermeiro. Com intuito de oferecer assistência às unidades cuidando dos materiais e roupas cirúrgicas.

Como funciona o fluxo de trabalho no CME?

O fluxo de trabalho deve ser contínuo e unidirecional, evitando assim que artigos sujos se cruzem com artigos já limpos. Como também, que o funcionário evite realizar esse cruzamento.

O acesso de pessoas deve ficar sendo exclusivo somente para os profissionais da área. Para garantir o fluxo unidirecional de material, é necessário que haja algumas barreiras físicas entre as áreas.

A CME deve funcionar como se fosse uma linha de montagem de fábrica, com processos que estejam alinhados para a execução perfeita.

Após o uso dos materiais não descartáveis em cirurgias e procedimentos clínicos, os mesmos devem seguir diretamente para a lavagem, serem organizados e enviados para posterior esterilização.

Etapas de trabalho e profissionais envolvidos no fluxograma

Uma das maiores responsabilidades da central é fazer o processamento de produtos para saúde (PPS) para todo hospital e clínica que contam com esse serviço.

O PPS tem como função evitar infecções por meio de aparelhos não bem higienizados e alertar a respeito da situação para que providências sejam tomadas.

 O fluxograma de CME mantém a segurança sanitária e evita a contaminaçao

A equipe deve ser composta de pessoas voltadas somente para CME, como enfermeiro coordenador do CME e enfermeiro plantonista do CME. Além de técnicos de enfermagem capacitados para a área.

Então, as principais tarefas que essa equipe deve desempenhar é de:

  • Receber os materiais contaminados das unidades;
  • Fazer a pré-limpeza na lavadora ultrassônica;
  • Preparo dos produtos para esterilização;
  • Esterilização dos produtos para saúde;
  • Verificação seguindo as normas da ANVISA para direcionamento dos produtos que podem ser reprocessados ou não;
  • Armazenamento dos PPS;
  • Distribuição dos produtos estéreis até o momento do uso.

O que cada etapa do fluxograma de CME hospitalar faz?

Dentro das atribuições e atividades da CME, cada área é responsável por uma coisa e isso permite existir uma boa elaboração de fluxo sem que haja uma sobrecarga de trabalho.

Na parte de lavagem e descontaminação, a equipe fica responsável por fazer o recebimento, conferência e anotação das quantidades de materiais recebidos.

Depois de feito isso, preparam para a separação para que haja a desinfecção. Aqui, a verificação do estado de conservação do material é feita para que se saiba se ele pode prosseguir nos processos.

Feito isso, ocorre a limpeza e o encaminhamento do material para a área de preparo. Nesta área, ocorre a revisão e seleção dos materiais e novamente suas condições são checadas.

Ficam responsáveis por preparar, empacotar ou acondicionar esses materiais para que possam entrar na esterilização devidamente identificados.

Na parte de esterilização é realizado o procedimento nas autoclaves, observando a todo momento os materiais na hora de carregar e descarregar os equipamentos.

Depois é feito o controle microbiológico junto com a validação dos produtos para que fiquem juntos e possam ser estocados e devolvidos, devidamente registrados.

Qual a melhor maneira de organizar a central?

Para que o mapeamento de processos aconteça de maneira eficiente, primeiramente é preciso que haja uma liderança com experiência que possa observar e guiar a equipe.

Depois, deve-se seguir todos os parâmetros da ANVISA, pois eles são fundamentais e extremamente necessários. A ANVISA estabelece que todo local de CME deve ter:

  • Sala de recepção;
  • Sala de limpeza;
  • Uma sala de preparo e esterilização;
  • Uma sala de desinfecção química;
  • Área de monitoramento do processo de esterilização;
  • Sala de armazenamento e distribuição de materiais esterilizados;
  • Vestiário com sanitário;
  • Depósito para material de limpeza;
  • Copa;
  • Sala administrativa;
  • Sala para descanso de funcionários do plantão noturno.

Existe mais de um tipo de fluxograma de CME hospitalar?

Sim, existe mais de um fluxograma. Suas classificações são I e II. O primeiro se refere ao processamento dos PPS:

  • Não-crítico;
  • Semicrítico;
  • Críticos e não complexos.

Já o segundo, é o CME classe II que se refere ao processamento de PPS:

  • Não-críticos;
  • Semicríticos;
  • Críticos de conformação complexa e não complexa;
  • Passíveis de processamento.

Conclusão

É fundamental que toda clínica ou hospital tenha esse tipo de serviço para garantir a proteção dos pacientes e a qualidade dos equipamentos.

Muitos locais não conseguem lidar com essa demanda, por isso preferem optar por uma empresa especializada que faça todo esse processo.

Optar por essa escolha faz com que a instituição tenha uma maior economia e consiga melhorar sua gestão, visto que todas essas responsabilidades ficam por conta da empresa contratada.

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